• Equipe NAAPA

18 de maio, dia nacional de combate ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes


Como é bom ter esse espaço para conversar com quem cuida! Na partilha de reflexões sobre o compromisso humano do nosso fazer profissional nos fortalecemos coletivamente como educadores! Esse compromisso exige de nós formação e sensibilidade para educar e cuidar de todos os nossos estudantes. Exige reflexão sobre o fazer da escola na prevenção das violências.

Se educar e cuidar já eram ações próximas, agora elas são inseparáveis e imprescindíveis. O contexto do isolamento social durante a pandemia da covid 19 e as transformações geradas a partir desse momento histórico em escala planetária convocam a nossa atenção para educar-cuidar a serviço da reinvenção do nosso mundo. A afirmação de uma cultura de respeito ao sujeito (independente de sua idade) e o reconhecimento de sua dignidade humana, do reconhecimento de suas necessidades biopsicossociais são princípios fundamentais da educação nesse contexto.

Precisaremos reparar ainda mais nos nossos estudantes e ao que possa atrapalhar o bem-estar necessário para o seu desenvolvimento. Precisaremos estar atentos às violências, à “coisificação” para agirmos de modo que os estudantes não sejam privados de poder criar, se relacionar, se desenvolver, se humanizar. Essa ação exige que a escola atue na prevenção das violências. Precisaremos “chegar antes” que elas aconteçam. Precisaremos construir conhecimentos significativos com os estudantes de modo que tenham condições de evitar, se autoproteger, se autodefender. Precisamos desenvolver conhecimentos para que consigam resistir e relatar as situações vividas.

Se os principais entraves para se romper o ciclo de coisificação da infância, de negação de direitos fundamentais, de obstáculos para o pleno desenvolvimento são o silêncio e a invisibilidade, estamos convocados a rompê-los. Seremos o porto seguro para que os estudantes possam pedir ajuda quando forem vítimas. Para isso fortaleceremos ainda mais os nossos vínculos. Nossos estudantes perceberão que na escola há pessoas especiais que podem ajudar a proteger, que cuidam para que a situação difícil vivida por eles não piore. Pessoas que compreendem a situação, acolhem e se empenham para que fiquem bem.

Somos educadores comprometidos, agora ainda mais desafiados a promover a dignidade dos estudantes em todas as nossas ações. O princípio da humanização e a promoção da dignidade humana em todo processo educativo coloca a prevenção da violência em destaque em toda ação pedagógica.

Construiremos conhecimentos vivos considerando o novo contexto de vida dos sujeitos e as potencialidades que todos nós temos para transformar esse contexto. Afirmaremos permanentemente a dignidade humana e o bem comum. Uniremos energias, o saber da ciência, a rigorosidade pedagógica e toda amorosidade que ela exige, na reinvenção do mundo. Não pouparemos esforços para ver o brilho de esperança no olhar de cada um dos nossos estudantes a cada novo conhecimento construído.

A equipe do NAAPA está sempre disponível e construindo espaços para conversar com quem cuida. Acolhida, orientação, partilha de ideias com professores, coordenadores e gestores são ações permanentes que o núcleo desenvolve com muito carinho e seriedade. É a nossa forma de cuidar de quem cuida. Este espaço do site é dedicado a isso. Estamos juntos em mais esse desafio. Contem com nosso apoio para construir estratégias de prevenção das violências, de formação e sensibilização para o educar-cuidar. Juntos protegeremos nossos estudantes e com eles reinventaremos o mundo. Juntos somos fortes.

Hoje, 18 de maio, dia nacional de combate ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes oferecemos esse vídeo como forma de inspirar reflexões e ações possíveis com nossos educandos. Se quiser, envie para nós as práticas desenvolvidas com inspirações semelhantes à essa (escreva para turmadonaapa@gmail.com). Pensar junto e trocar experiências é ainda mais importante agora. Compartilhe com a gente!

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