• anaferraz2

COM SENTIMENTOS, NÃO SE BRINCA.

Usando a internet conseguimos fazer tantas coisas legais, podemos ter notícias dos amigos, dividimos nossas alegrias, encontramos apoio quando estamos tristes, conseguimos estar perto mesmo que estejamos distantes fisicamente, aprendemos por meio de tutoriais, participamos de grupos, em especial as redes sociais nos permitem interagir com muita gente.

Nas redes sociais todos são livres para pensar e emitir opiniões sobre qualquer coisa.

MAS... PERAÍ!



E A RESPONSABILIDADE AFETIVA?

Você já pensou no que seu comentário, seu post pode gerar de sentimento no outro?

Ter responsabilidade afetiva é tratar as relações e os sentimentos das pessoas (e os seus próprios) com todo o cuidado que eles merecem e devem ser tratados: com transparência, com seriedade, com verdade, com respeito e principalmente, com empatia.



NÃO SE TRATA APENAS DE UMA FUNÇÃO CONTRATUAL


Christian Dunker[i], psicanalista, ressalta: “Nossas aspirações de equidade e justiça, tão importantes para diminuir o potencial de degradação e violência intersubjetiva, dependem deste elemento crucial que é a responsabilidade, mas nós nos acostumamos a reduzir a responsabilidade a uma função contratual.”

Sendo assim não se trata de uma cláusula contratual, até porque não assinamos contratos quando estabelecemos vínculos afetivos e mesmo que se assine, a assinatura não garante que as partes se relacionarão com respeito e empatia.

Então, essa vontade de equidade e esse sentimento de ser gentil com o sentimento do outro, precisa estar dentro de nós, e é vivo como uma plantinha que vai crescendo e firmando raízes, alimentada por afeto, sendo respeitada e respeitando, sendo amada e amando... Num vai e vem, como num jogo de frescobol, e quando a bola cair, alguém cuidadosamente a pega e a levanta, para o jogo continuar...



Segue um pequeno trecho de uma linda crônica do poeta Rubem Alves[i] sobre esse tema: Tênis e Frescobol.

Então nada de sair bloqueando todo mundo, fazendo o sincerão na hora da raiva, saindo do grupo, cancelando... vamos com calma!


Fazer manutenção dos relacionamentos é muito importante. Conversarem, ser apoio e ser apoiado pelo outro, rever os comportamentos, mudar, repensar é necessário para que as amizades sejam saudáveis e duradouras.


Afinal, é muito bom ter e ser um bom amigo.


Texto de Aline Lima Carvalho que é psicóloga da DRE Santo Amaro .


1 -Christian Dunker, professor titular do Instituto de Psicologia da USP e autor de Mal-Estar, Sofrimento
e Sintoma.
2- Rubem Alves, pedagogo, psicanalista, escritor. Em sua crônica Tênis e Frescobol.